Tão perto e tão oposto… Foi a primeira viagem fora da Europa! 1º Passo: Passaporte 2º Passo: Estudar o roteiro 3º Passo: Aproveitar ao Máximo
A chegada a Ceuta foi exactamente igual a uma chegada a qualquer outra cidade espanhola. O mesmo tipo de edifícios, a língua precisamente igual… O choque foi a fronteira. Já não sou do tempo da fronteira de Portugal para Espanha, ou melhor, já não me recordo mas penso que a visão será muito idêntica. Filas infindáveis de uma ou duas horas com pessoas dentro dos carros a preencher papeis, para entregar juntamente com os passaportes a um fiscal que faz mil perguntas. Em alguns casos, como me aconteceu, à vinda para Portugal, a polícia Marroquina e Espanhola pode revistar o carro com cães, por isso se querem levar alguma coisa ilícita tenham atenção, porque até dentro do tabliê revistam e os cães invadem o carro! ;)
| Fronteira Ceuta-Marrocos |
Meio de Transporte: Carro e Barco
Para quem gosta de andar de carro, recomendo esta viagem perfeitamente. O combustível em Marrocos é muito mais barato, cerca de 0,70€ o litro de gasóleo e consegue-se sempre ver muito mais coisas do que indo nas excursões “completas” das agências de viagens. Aliás ainda não falei sobre essas excursões mas sem dúvida que não sou fã! Adoro programar a minha viagem, visitar, comer e dormir onde quero, algo ao qual estamos limitados se formos numa organização. Quanto à viagem de barco, isso sim é o mais dispendioso, fica cerca de 300€ ida e volta duas pessoas e o carro. Os barcos estão equipados de bancos confortáveis e algumas televisões para distrair as pessoas passarem o tempo. A bordo existem lojas de conveniência idênticas às dos aviões e aeroportos. Na viagem toma-se o primeiro contacto com marroquinos, principalmente imigrantes (em Espanha, Holanda e França).
| Interior do Navio que faz a Travessia Algeciras-Ceuta |
As Estradas:
Existem algumas auto-estradas mas em geral as estradas nacionais estão em óptimas condições, pelo menos as que ligam as mais importantes cidades. Quase não há curvas o que leva a cair na tentação de colocar o pé mais a fundo no acelerador. Com isto há que ter algum cuidado pois quando menos se espera há radares e passados poucos metro a polícia a fazer uma espera e a obrigar o condutor a parar. Também as multas podem ser negociáveis, se não tiver dinheiro nenhum consigo ou se não falar uma língua que eles entendam até está sujeito a não pagar nada…
O que se pode ver da estrada, principalmente mais a sul, são enormes descampados áridos, sem vivalma durante quilómetros, apensas cactos.
| Estrada para Marrakech = Deserto |
Artesanato:
Regatear o preço é imprescindível! Para verem bem, trouxe uma carpete linda feita à mão por 50€ que inicialmente o preço era 500€. Malas de pele de vaca ou camelo que pedem 100 ou 150€ mas que se consegue trazer por 30€. Por algum motivo eles dizes que “Portugueses são Berberes, Portugueses piores que Marroquinos, Portugueses não têm dinero!” Pois claro, estão habituados aos americanos que pagam sem se queixar tudo o que eles dizem… Uma sugestão, se gostam de marroquinaria e bijutaria levem algum dinheiro porque com os preços que se consegue é de se perder a cabeça!
| Artesanato - Loja de Pratas |
A Moeda:
A moeda oficial de Marrocos é o Dirham (DH), no entanto todos aceitam Dólares ou Euros. Na fronteira existem imensos marroquinos que querem fazer logo a troca de Euros para Dirhams e pode ser regateado também o valor da moeda. Também se pode levantar dinheiro em qualquer caixa Multibanco, nesse caso a pessoa está sujeita ao valor do dinheiro oficialmente. Para o europeu compensa sempre mais comprar na Moeda marroquina, pois caso se compre com Euros, comparativamente, eles aproveitam-se mais.
O Povo:
Em geral é um povo simpático, mas quando sabem que podem tirar algum partido do turista. Fazem tudo para receber uma gorjeta. Se vêm que vamos deixar cair qualquer coisa no chão, se for preciso atiram-se para apanhar só para receber algo em troca.
Quanto à segurança em andar pelo país, nunca senti qualquer medo.
Vestuários Feminino:
Todas as mulheres usam o “Hijab” mas apenas a tapar o cabelo, poucas são as que tapam também a face, as mãos e os pés. A mulher que me fez a tatuagem “Henna” nas mãos vestia-se dessa forma. Toda vestida de preto da cabeça aos pés e apesar de usar sandálias também os pés calçavam umas meias. Não resisti a perguntar-lhe porque estava vestida daquela forma, ao qual ela me respondeu que acreditava que assim estava mais protegida do calor, não tinha nada a ver com eventuais crenças religiosas. Não acreditei. Mas a verdade é que a vi na noite seguinte, na praça de Marrakech e ela tinha apenas o cabelo tapado.
As mulheres que visitam Marrocos não têm de se vestir tal como as marroquinas. No entanto é um povo bastante conservador pelo que convém levar roupas discretas.
Um país diferente e que por isso nos faz perceber que neste nosso cantinho temos tantas regalias.